O que resta

O que resta ...
Resta o passado, o meu passado ...
Não por mim, mas por ti, que nele existes ...
Por ti, que me povoas a memória
Dos dias em que quis perfumar as tuas noites,
Preencher os teus braços e a tua vida
E na altura do teu peito encontrar um jeito de abrir uma janela para deixar entrar a felicidade ...
Sobraram as mil estátuas dos teus gestos,
o teu olhar onde a mando de tanta mágoa e com o sabor amargo do abandono
estacou, o meu destino ...
Resta o passado, que não foge e que não cansa
Resta a saudade, mais fiel e menos triste que a esperança ...
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